<?xml version="1.0" encoding="utf-8"?>
<!-- If you are running a bot please visit this policy page outlining rules you must respect. http://www.livejournal.com/bots/ -->
<feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:lj="http://www.livejournal.com">
  <id>urn:lj:livejournal.com:atom1:grrrlonfire</id>
  <title>schizophrenia</title>
  <subtitle>sah.</subtitle>
  <author>
    <name>sah.</name>
  </author>
  <link rel="alternate" type="text/html" href="http://grrrlonfire.livejournal.com/"/>
  <link rel="self" type="text/xml" href="http://grrrlonfire.livejournal.com/data/atom"/>
  <updated>2006-07-02T23:38:56Z</updated>
  <lj:journal userid="6554786" username="grrrlonfire" type="personal"/>
  <link rel="service.feed" type="application/x.atom+xml" href="http://grrrlonfire.livejournal.com/data/atom" title="schizophrenia"/>
  <link rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/"/>
  <entry>
    <id>urn:lj:livejournal.com:atom1:grrrlonfire:14730</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://grrrlonfire.livejournal.com/14730.html"/>
    <link rel="self" type="text/xml" href="http://grrrlonfire.livejournal.com/data/atom/?itemid=14730"/>
    <title>grrrlonfire @ 2006-07-02T20:37:00</title>
    <published>2006-07-02T23:38:56Z</published>
    <updated>2006-07-02T23:38:56Z</updated>
    <content type="html">é assim&lt;br /&gt;tá todo mundo com alguém menos eu&lt;br /&gt;como vc desabafa pra alguem como tá triste se tá todo mundo muuuito feliz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;hein?</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:livejournal.com:atom1:grrrlonfire:14467</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://grrrlonfire.livejournal.com/14467.html"/>
    <link rel="self" type="text/xml" href="http://grrrlonfire.livejournal.com/data/atom/?itemid=14467"/>
    <title>trabalho de hist.</title>
    <published>2006-06-17T01:08:22Z</published>
    <updated>2006-06-17T01:08:22Z</updated>
    <content type="html">&lt;b&gt;Populismo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;A característica básica do populismo é o contato direto entre as massas urbanas e o líder carismático (caudilho), supostamente sem a intermediação de partidos ou corporações. A idéia geral é a de que o líder populista procura estabelecer um vínculo emocional (e não racional) com o "povo" para ser eleito e governar. Isto implica num sistema de políticas, ou métodos utilizados para o aliciamento das classes sociais de menor poder aquisitivo além da classe média urbana, entre outros, procurando a simpatia daqueles desarraigados para angariar votos e prestígio - resumindo, legitimidade - para si. Isto pode ser considerado um mecanismo mais representativo desta forma de governo.&lt;br /&gt;O populismo, desde suas origens, foi encarado com desconfiança pelas correntes políticas mais ideológicas da Esquerda e da Direita. A Direita (como representada, por exemplo, pelo anti-varguismo da UDN brasileira, ou no anti-peronismo da União Cívica Radical/UCR Argentina) sempre apontou para seus aspectos plebeus, suas práticas vulgares e para as atitudes supostamente "demagógicas" (concessão irresponsável de benefícios sociais e gastos públicos) que a prática populista comportava; a Esquerda, especialmente a comunista, apontava para o caráter reacionário e desmobilizador das benesses populistas, que se contrapunham às lutas organizadas da classe operária e faziam tudo depender da vontade despótica de um caudilho bonapartista. Uma maneira de enxergar a questão é que o populismo, na América Latina, foi um poderoso mecanismo de integração das massas populares à vida política, mas realizou tal incorporação de forma "subordinada", colocando a figura de um líder carismático e mais ou menos autoritário como tampão entre as massas e o aparelho de Estado, favorecendo o desenvolvimento econômico e social, mas dentro de uma moldura estritamente burguesa.&lt;br /&gt;O populismo é identificado freqüentemente com a Esquerda, especialmente devido ao fato histórico de que governantes populistas como Vargas, Perón e Cárdenas realizaram políticas nacionalistas de substituição de importações, estatização de certas atividades econômicas, imposição de restrições ao capital estrangeiro e concessão de direitos sociais. No entanto, os regimes populistas freqüentemente dedicaram-se à repressão policial dos movimentos de Esquerda, e sempre realizaram sua ação reformista dentro de um quadro puramente capitalista.&lt;br /&gt;O populismo tendeu também a retirar da própria burguesia nativa sua capacidade de açõao política autônoma, na medida em que em tais regimes toda ação política é referida à pessoa do líder populista que se coloca idealmente acima de todas as classes.Ideologicamente, o populismo não é necessariamente de "Esquerda", no sentido de que seu alvo não são apenas as massas destituídas; há políticos populistas de Direita - como os políticos paulistas Adhemar de Barros e Paulo Maluf - que tem como alvo de sua ação política a exploração das carências dos extratos mais baixos (ou menos organizados) da população urbana, com a qual estabelecem uma relação empática baseada na defesa de políticas autoritárias de "moral e bons costumes" e/ou "Lei e Ordem". Alegam alguns que o maior representante do populismo de Direita no Brasil talvez haja sido o presidente Jânio Quadros.&lt;br /&gt;O populismo, enquanto ideologia, não está ligado obrigatoriamente a políticas econômicas de tipo nacionalista: na América Latina dos anos 1990, governantes populistas, como por exemplo o argentino Carlos Saul Menem, combinaram políticas neoliberais de desregulamentação e desnacionalização com uma política social assistencialista herdada do populismo mais tradicional dos anos 1930 - no caso de Menem, do peronismo - naquilo em que tais políticas não entravam em conflito com as práticas neoliberais. O mesmo pode ser dito de outros governantes da época, como Alberto Fujimori. A política populista caracteriza-se menos por um conteúdo determinado do que por um "modo" de exercício do poder, através de uma combinação de plebeísmo, autoritarismo e dominação carismática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Vargas&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Getúlio Vargas é definitivamente o criador do populismo no Brasil. O estilo de governo que tentava ao mesmo tempo agradar às elites e ao proletariado não foi propriamente uma criação varguista, mas a ele deve-se toda a elaboração do culto da personalidade típico dessa ideologia política. Na década de 1960, poucos anos após a morte de Vargas, o estilo populista alçaria novos vôos nas figuras de Juscelino Kubitschek e João Goulart. Nos anos recentes, um dos representantes mais característicos do populismo foi Leonel Brizola.&lt;br /&gt;Por outro lado o culto a personalidade e a repressão contra a esquerda e a direita seriam ensaios, que jamais podem ser considerados "inocentes", na criação da ditadura militar implantada a partir de 1964 até 1985. Os métodos selvagens da polícia de Vargas na repressão da Intentona Comunista, por exemplo, seriam reeditados pelos militares anos depois. O fantasma do comunismo iminente também seria usado, embora nesse caso se deva dar créditos também à histeria que tomava conta dos Estados Unidos da América, tradicional dominador político e cultural do Brasil.&lt;br /&gt;Curiosamente, alguns dizem que o suicídio de Vargas foi o responsável por adiar o golpe militar que veio em 1964. Crê-se que a indignação contra as forças de direita (na época representadas por Carlos Lacerda e a UDN), responsabilizada pelo suicídio de Vargas, impediu que essa chegasse ao poder. Mas aparentemente as ferramentas forjadas por Vargas em seu governo é que deram condições para a fabricação da ditadura militar de 1964.&lt;br /&gt;Os partidos fundados por Vargas permanecem vivos na política brasileira, embora com força bastante diminuída. O PTB não é mais referência política no país e o PDT mantinha-se muito preso à figura de Leonel Brizola. Partidos mais recentes e com participação mais ativa na derrubada da ditadura (como o PMDB, o PSDB e o PT) assumiram o papel principal no jogo político, ao lado do PFL, herdeiro de uma ala da UDN.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Trabalhadores do Brasil" &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;Era aos trabalhadores do Brasil que o presidente Vargas se referia, sempre, na retórica de seus discursos. Mas não apenas nos seus discursos. Mesmo subtraído todo o populismo intrinsecamente próprio do varguismo, não se pode afirmar que era apenas nos discursos que os trabalhadores protagonizavam. A contribuição - ou ao menos a intenção trabalhista de seu governo - em que no seu ápice institui as prerrogativas da CLT e impõe o salário-mínimo como seu monumento imorredouro, marca um tempo das conquistas sociais célebres, onde o operariado parecia estar efetivamente na agenda nacional.&lt;br /&gt;Embora, diante dos afetos com o fascismo, há de se fazer um paralelo do trabalhismo varguista com o conceito da sátira de George Orwell, em que as palavras adquirem sentido oposto ao seu significado, quando guerra é paz, liberdade é escravidão, ignorância é força. A tentativa varguista, talvez, era optar pela massa trabalhadora, para quanto mais exaltando-a, mais desprezá-la, fazendo-lhes instrumento de democracia desmedida.&lt;br /&gt;Mas foi mesmo o ideário desenvolvimentista, fruto de JK, que aumentou a preocupação com o desenvolvimento do capital, levando ao esquecimento os trabalhadores do país. Então, perpetua-se a morte do trabalhismo brasileiro, numa atualidade que se limita a falar tão somente de salário mínimo, anualmente, quando Vargas é torrencialmente mencionado nos editoriais, para a defesa ferrenha de mais dez ou vinte reais, num valor ostensivamente equivalente a pífios cem dólares.&lt;br /&gt;Os mexicanos revoltados em 1917 proclamaram a primeira carta constitucional a incluir em seus direitos fundamentais as garantias sociais e trabalhistas e o salário mínimo. Fato que ocorre antes mesmo da Constituição de Weimar de 1919, esta sim de onde Vargas tomou inspiração para, em 1934, adotar o salário mínimo em nosso país. Mencione-se também que o direito ao mínimo já era propugnado desde 1909, quando foi instituído na Inglaterra, ainda que apenas para mulheres e crianças trabalhadoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;JK  &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;O período de governo de Juscelino (1956-1961), politicamente foi bastante calmo. Aconteceram duas pequenas sublevações militares, logo contornadas. A ênfase do novo governo foi o Plano de Metas, voltado para a industrialização, a partir da utilização maciça de capitais estrangeiros, num flagrante contraste com a política econômica desenvolvida no último período de Vargas. Usando o Slogan “50 anos em 5”, característico das idéias desenvolvimentistas, JK privilegiou as indústrias de bens de consumo, principalmente a automobilística. &lt;br /&gt;Os anos JK foram, realmente, um período de euforia social e crescimento econômico. A implantação da indústria automobilística, a construção de Brasília, o respeito às liberdades democráticas, além da notável habilidade do presidente em lidar com as crises políticas e as pressões sociais – tudo isso alimentou um clima de liberdade e progresso.&lt;br /&gt;Os críticos de Juscelino Kubitschek frisam o fato de ele ter priorizado o transporte rodoviário em detrimento do ferroviário devido à indústria automobilística, o que teria causado prejuízos ou isolamento a certas cidades. A opção pelas rodovias é considerada por muitas danosa aos interesses do país, que seria melhor servido por uma rede ferroviária.&lt;br /&gt;Outras críticas comuns são sobre a subordinação da economia ao capital internacional (segundo JK, "capital associado"), a emissão de papel-moeda ocasionando inflação (devido à ruptura com o FMI) e o endividamento.&lt;br /&gt;JK também foi acusado diversas vezes de corrupção. As acusações vinham desde os tempos em que ele era senador, e se intensificaram no período em que ele foi presidente. As denúncias se multiplicaram por conta da construção de Brasília: haviam sérios indícios de superfaturamento das obras e favorecimento de empreiteiros ligados ao grupo político de Juscelino.&lt;br /&gt;Na época, a imprensa chegou a dizer que JK teria a sétima maior fortuna do mundo, o que nunca foi provado. Durante a campanha de sucessão presidencial, as denúncias de corrupção contra JK foram amplamente exploradas pelo candidato Jânio Quadros, que prometia "varrer a corrupção" do governo JK.&lt;br /&gt;Após ter sido exilado pelos militares, JK pretendeu voltar para a vida política. Para dissuadí-lo, os militares usaram os fantasmas das denúncias de corrupção para tentar desmoralizá-lo politicamente. Eles ameaçavam levar as investigações adiante caso Juscelino tentasse voltar à cena política. Apesar dos fortes indícios de corrupção massiva e da pressão de alguns segmentos políticos e da opinião pública da época, JK nunca chegou a responder formalmente à Justiça pelas acusações de corrupção.&lt;br /&gt;A construção de Brasília também motivou diversas críticas. A obra foi cercada de indícios de corrupção e superfaturamento, sua construção seguiu métodos considerados perdulários e pouco eficientes economicamente (foram vários os relatos de que o governo chegou a transportar água, cimento e tijolos por via aérea). Segundo os críticos, o sentimento de urgência da obra foi inflado artificialmente: segundo alguns, por que Juscelino queria fazer uso político da obra a qualquer custo; segundo outros, por que com tal urgência se multiplicavam as possibilidades de corrupção.&lt;br /&gt;Muitos consideraram tal "urgência" na construção de Brasília como um grave desperdício num país com tantas demandas sociais e carência de recursos. O endividamento subsequente do país, por conta da construção, também foi duramente criticado.&lt;br /&gt;Houve também quem criticasse a distância da nova capital federal dos grandes centros urbanos brasileiros, como o Rio de Janeiro (a antiga capital). Segundo estes, tal isolamento favoreceu uma alienação dos políticos com relação ao povo do país que eles governavam, além de isolá-los da pressão popular contra seus eventuais desmandos e privilégios.&lt;br /&gt;Os partidários de Juscelino costumam responder estas críticas dizendo que Brasilia foi construída num sentido de integração nacional, numa região que então não tinha grande desenvolvimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Jânio da Silva Quadros &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Foi um político e décimo-sétimo presidente do Brasil; entre 31 de janeiro de 1961 e 25 de agosto de 1961 — data em que pediu a renúncia, alegando que "forças terríveis" o obrigavam a esse ato.&lt;br /&gt;Formado em direito pela Universidade de São Paulo, antes de se tornar político Jânio Quadros deu aulas de língua portuguesa no Colégio Dante Alighieri; era tido como excelente professor. Ademais, Jânio Quadros lecionou Direito Processual Penal na Faculdade de Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie.&lt;br /&gt;Entre 1948 e 1950 foi vereador em São Paulo, pelo Partido Democrata Cristão. Na seqüência exerceu mandatos de deputado estadual (1951-1953), prefeito de São Paulo (1953-1954), e governador de São Paulo (1955-1959). No final de 1958 havia sido eleito deputado federal pelo estado do Paraná, mas não assumiu o mandato. Ao invés, preparou sua candidatura à presidência pela União Democrática Nacional (UDN). Utilizou como mote da campanha o "varre, varre vassourinha, varre a corrupção", e também se dizia "homem do tostão contra o milhão". Acabou sendo eleito presidente em outubro de 1960, para o mandato de 1961 a 1966, vencendo ao marechal Henrique Lott. Porém não conseguiu eleger o candidato a vice-presidente de sua chapa, Milton Campos (naquela época era permitido votar em chapas diferentes para presidente e vice); quem se elegeu para vice-presidente foi João Goulart, do Partido Trabalhista Brasileiro. Quando eles dois foram eleitos, eles ficaram conhecidos como Chapa Jan-Jan.&lt;br /&gt;Assumiu a presidência (pela primeira vez a posse se realizava em Brasília) no dia 31 de Janeiro de 1961, e logo começou a ter atitudes estranhas. Comunicava-se com ministros e assessores por meio de bilhetes. Entre suas medidas mais estranhas podem ser citadas a proibição do biquíni nos concursos de miss, a proibição das brigas de galo e a tentativa de regulamentar o carteado. Tentando aproximar-se do bloco comunista, Jânio condecorou com a Ordem do Cruzeiro do Sul a Ernesto Che Guevara, o guerrilheiro argentino que tomara parte na revolução cubana e era então ministro daquele país. Claro que essa Política Externa Independente, inaugurada no governo de Jânio Quadros, era mal vista pelos Estados Unidos da América e pela direita nacional, em especial por alguns políticos da UDN, que tanto apoiara Jânio Quadros na eleição.&lt;br /&gt;Por outro lado as impopulares medidas internas que visavam recuperar a economia (e que incluíam repressão a movimentos populares que se lhe opunham), fragilizada durante o governo JK, desagradavam à esquerda. Sua política de austeridade, baseada principalmente no congelamento de salários, restrição ao crédito e combate à especulação, desagradava a todos. Jânio ficou assim sem qualquer sustenção.&lt;br /&gt;Carlos Lacerda, governador do estado da Guanabara, mais uma vez se colocava como porta-voz da campanha contra o presidente (como havia feito com relação a Getúlio Vargas). Em um discurso no dia 24 de Agosto de 1961 Lacerda denunciou um suposto plano de Jânio para dar um golpe. No dia 25 de Agosto, Jânio Quadros anunciou sua renúncia, prontamente aceita pelo Congresso Nacional.&lt;br /&gt;Quadros esperava que o Congresso não aceitaria sua renúncia. Um dos motivos seria o fato de que os congressistas rejeitariam a posse do vice, João Goulart, cuja fama de “esquerdista” agravou-se após Jânio tê-lo enviado habilmente em missão comercial e diplomática à China. Essa fama de “esquerdista” fora atribuída a Jango quando ele ainda exercia o cargo de Ministro do Trabalho no governo democrático de Vargas (1951-1954), durante o qual aumentou-se o salário mínimo a 100% e promoveu-se reforma agrária – atitudes essas consideradas suficientemente comunistas pelos setores conservadores à época. Outro indício da crença de Jânio na recusa pela sua renúncia foi o fato de ter permanecido horas esperando dentro do avião que o levaria de Brasília a São Paulo, na esperança de surgir um influxo maciço de manifestantes que lhe dariam legitimidade e uma enorme força política, levando-o de volta ao poder e obrigando o Congresso a recusar sua renúncia. Contudo, algum movimento nos bastidores políticos impediu a população de saber onde se encontrava Quadros nos momentos cruciais que sucederam a entrega de sua carta de renúncia.&lt;br /&gt;Jânio Quadros alegou a pressão de "forças terríveis" que o obrigavam a renunciar, forças que nunca chegou a identificar. Com sua renúncia abriu-se uma crise, pois os ministros militares vetavam o nome de Goulart. Assumiu provisoriamente Ranieri Mazzili, enquanto acontecia a campanha pela legalidade; nesta campanha destacou-se Leonel Brizola, governador do Rio Grande do Sul e cunhado de João Goulart (ou Jango como era conhecido no meio político). Com a adoção do regime parlamentarista, e consequente redução dos poderes presidenciais, finalmente os militares aceitaram que Goulart assumisse. O Primeiro-Ministro do Brasil e único foi Tancredo Neves&lt;br /&gt;No ano seguinte à renúncia Jânio tentou se eleger governador de São Paulo, mas acabou perdendo para Adhemar de Barros. Foi um dos três ex-presidentes a ter direitos políticos cassados com o golpe militar de 1964; os outros dois eram João Goulart e JK.&lt;br /&gt;Recuperou os direitos políticos em 1974, mas limitou-se a pronunciamentos, permanecendo afastado nas eleições legislativas de 1978. Em 1982 candidatou-se ao governo de São Paulo. Perdeu, mas em 1985 elegeu-se prefeito de São Paulo, derrotando o candidato do governo, o suplente de senador Fernando Henrique Cardoso. Seu mandato foi até o fim de 1988.Repetiu ali suas práticas populistas costumeiras: pendurou uma chuteira no seu gabinete (para dar conta do seu suposto desinteresse em prosseguir na política), proibiu jogos de sunga no Parque do Ibirapuera - onde então estava a sede da Prefeitura - e dissolveu o escola de balé municipal por conta do suposto homossexualismo dos docentes.&lt;br /&gt;Parecia estar interesssado em concorrer à Presidência em 1989,mas, por conta da saúde precária, do falecimento de sua mulher e da ascensão política de Fernando Collor - cujas práticas políticas eram muito semelhantes às suas - acabou por afastar-se da política. Faleceu em São Paulo no dia 16 de Fevereiro de 1992.&lt;br /&gt;Publicou as obras Curso prático da língua portuguesa e sua literatura (1966), História do povo brasileiro (1967, em co-autoria com Afonso Arinos), Novo Dicionário Prático da Língua Portuguesa (1976) e Quinze contos (1983). Seu apelido era "Vassourinha", graças ao lema de sua campanha que pretendia "varrer" do Brasil os males da corrupção - uma clara alusão aos enormes gastos do governo de Juscelino Kubitschek, que gerou déficits orçamentários devido ao seu ambicioso Plano de Metas.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;b&gt;João Gourlat  &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;O Vide-presidente João Gourlat (PTB) estava fora do país, em missão comercial na China. Deveria retornar para assumir o governo e completar o período presidencial, mas os ministros militares opuseram-se ao seu retorno, gerando uma nova crise. O país esteve à beira de uma guerra civil, pois o III Exército, no Rio Grande do Sul, exigia o respeito à Constituição e a posse de Goulart. Finalmente chegou-se a uma solução de compromisso, com a adoção de um Ato Adicional que estabeleceu o Parlamentarismo no país. Goulart assumiu e, até 1963, vigorou o novo sistemas, porém de maneira precária. Um plebiscito o aboliu, retornando ao presidencialismo. &lt;br /&gt;De 1963 a março de 1964, assiste-se a uma radicalização dos setores da direta e da esquerda. Os empresários, ligados aos militares, e com plena aprovação da embaixada norte-americana, reunidos no IPES (Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais) tramavam a derrubada de Goulart. Setores da imprensa, da classe média, devidamente assustados com o “perigo comunista”, pregações da Igreja Católica (rezar o terço para afastar o espectro comunista), serviriam de respaldo para o golpe que se articulava. &lt;br /&gt;A esquerda pressionava Goulart para colocar em prática as “reformas de base”, considerando-as uma necessidade para o desenvolvimento do país. Propunha-se a reforma agrária. No comício de 13 de março de 1964, na Central do Brasil, no Rio, Goulart chegou a assinar vários decretos que iniciariam a aplicação dessas reformas. Mas o congresso reagiu, uma vez que isso seria prerrogativa sua. Os setores militares tornaram-se agudamente descontentes com o apoio do presidente às revoltas dos sargentos e dos marinheiros (estes últimos incentivados pelo “Cabo Anselmo” que, como se acusou depois, seria um agente da CIA, objetivando desestabilizar o governo). &lt;br /&gt;Assim, em 31 de março, teve início o levante militar, que, no dia seguinte, conseguia a vitória: Goulart fugira para o Uruguai, acompanhado do ex-governador Leonel Brizola, seu cunhado. Era o colapso da época populista no Brasil. &lt;br /&gt;A queda do governo João Goulart representou o encerramento da experiência da democracia populista, cujas raízes estão na Revolução de 1930 e na era de Vargas. Uma experiência que, mesmo progressista, especialmente sua última fase, não conseguiu institucionalizar a participação popular. Mas, seus avanços sociais e políticos, nos limites da ordem constitucional vigente, foram suficientemente amplos para incomodar as classes dominantes que não vacilaram em encerrá-la. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Juan Domingo Perón  &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Nascido em Villa de Lobos, no interior da Argentina, Perón teve uma infância pobre. Quando jovem, mudou-se para Buenos Aires para estudar medicina, mas logo foi atraído pela carreira militar e ingressou na Academia Militar Nacional. Promovido constantemente na hierarquia, na década de 30 tornou-se general e começou a se envolver com a política do país. Participou, em 1943, de um golpe de estado que derrubou o regime militar liderado pelo general Ramón Castillo. Perón foi nomeado para o Ministério da Guerra e para o Departamento Nacional do Trabalho, no qual iniciou sua ascensão política. Com o objetivo de ganhar o apoio dos trabalhadores, Perón, durante seu mandato, colocou em prática uma série de leis que visavam melhorar o estado de vida do proletariado urbano, como a instituição do 13º salário, previdência social e benefícios em caso de demissão. Ao mesmo tempo, eliminava e despolitizava os sindicatos independentes, agrupando os trabalhadores em torno do Departamento Nacional. &lt;br /&gt;Com esses atos, Perón canalizava o apoio dos operários para sua pessoa e criava uma enorme base popular em torno de sua personalidade cativante. Não demorou muito, e suas medidas o desgastaram perante os industriais e a classe média, que não aceitavam o espaço e direitos dados à classe trabalhadora. Em 8 de outubro de 1945, Perón foi demitido de seus cargos pelos militares e preso. No entanto, nove dias depois, uma multidão dirigiu-se à frente da Casa Rosada, sede do governo, e pediu sua libertação, num movimento de massas jamais visto no país. Solto, Perón apareceu na sacada e discursou para o povo eufórico. Encerrava-se nesse ato simbólico o regime militar, ao mesmo tempo que o general lançava sua candidatura à presidência. &lt;br /&gt;Eleito em 1946 pelo Partido Laboralista (mais tarde convertido para Peronista, e depois Justicialista, que existe até hoje), Perón levou adiante seus planos de industrialização da economia e concessões aos trabalhadores. Nacionalizou empresas estrangeiras, com altos custos para os cofres do governo, e exerceu forte censura contra a imprensa. Com altos índices de popularidade, Perón e sua esposa, Evita, representavam uma Argentina moderna e independente, que crescia e não enfrentava crises. No entanto, estas começaram a surgir após a reeleição de Perón, em 1952. As nacionalizações de empresas, manutenção dos sindicatos e concessões aos trabalhadores consumiram as reservas financeiras nacionais, gerando redução na produtividade e aumento da inflação. Além disso, o presidente passou a enfrentar a oposição de setores que iam contra sua política, como os industriais, militares conservadores e a Igreja. A economia da Argentina estagnou, e pequenos levantes contra Perón tornaram-se comuns em Buenos Aires. Pressionado pela Marinha e Aeronáutica, ele renunciou em 1955 e exilou-se no Paraguai e Espanha. No entanto, permaneceu como referência política para os anos seguintes, quando o país enfrentou um recrudescimento político, em função de regimes militares opressores. &lt;br /&gt;Com a crise dos governos militares no início dos anos 70 em função de vários fatores, como grave crise econômica, instabilidade social e revolta popular, as diversas forças políticas argentinas uniram-se em torno do nome de Perón para volta ao poder e tranqüilizar a situação, inclusive aquelas que se opuseram a ele nos anos 50. Esse fato demonstra o poder do Peronismo de congregar tendências políticas diferentes em torno de seu discurso trabalhista, defendendo justiça para os operários e independência perante o capital estrangeiro. O velho general voltou em 1973, e logo em seguida foi eleito presidente. No entanto, com a saúde debilitada, Perón morreu um ano depois, sem melhorar a situação de seu país, que veria, a partir de 1976 até 1983, o período mais negro de sua história, com a instalação de uma nova ditadura militar no poder que não teve pudores em matar e desaparecer com todos aqueles que lhe faziam oposição. &lt;br /&gt;Perón foi um líder tipicamente populista, encarnando a ambigüidade dessa filosofia política em seus atos. Defendia em seus discursos uma postura nacionalista, defendendo a soberania nacional, nacionalizando firmas estrangeiras e pregando o sacrifício do povo pelo país. No entanto, ao mesmo tempo oferecia concessões ao capital internacional para promover a industrialização e não mexia na questão da terra, para não promover atritos com os poderosos latifundiários e estancieros exportadores de carne. Concentrava seu poder no apoio dos trabalhadores às suas medidas laborais, mas eliminava sindicatos autônomos e restringia o direito às leis trabalhistas apenas aqueles que se filiassem ao Departamento de Trabalho do governo. Com isso, Perón atrelou os sindicatos e a política trabalhista ao Estado, limitando a ação independente dos trabalhadores e suas reivindicações. Mesmo com essas contradições e a vontade das elites argentinas, o mito de Perón não morreu perante a população. Afinal, ele foi o primeiro líder do país a transformar as massas trabalhadoras em objeto de discurso e melhoria social, dando-lhes direitos e uma existência mais digna. &lt;br /&gt;Até hoje o Peronismo, sob a forma do Partido Justicialista, está vivo. Sua ideologia é a defesa dos direitos do trabalhadores e a industrialização da economia. No entanto, após ficar quase dez anos no poder com Carlos Menem, foi derrotado nas últimas eleições para a presidência da República para Fernando de La Rúa, candidato da União Cívica Radical. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Lázaro Cárdenas&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Cárdenas chegou ao poder em 1934, com o objetivo de recuperar o México do desastre econômico e social instalado com a crise mundial de 1929. Sua política voltava-se, a exemplo de Perón, para os trabalhadores. A diferença é que, enquanto o argentino destinou suas atenções para a massa de trabalhadores urbanos, Cárdenas centrou sua atuação no campo, onde estava a maior parte da massa trabalhadora do país. Em seu primeiro ato, determinou o cumprimento da lei da Reforma Agrária promulgada em 1917. Nacionalizando terras pertencentes a empresas estrangeiras e expropriando fazendas improdutivas, o governo distribuiu, em seis anos, um total de 18 milhões de hectares a 770 mil camponeses. Embora muitos dos novos proprietários, sem a devida orientação e apoio para manter a terra e incentivar a produção, a tenha perdido para outros latifúndios, a reforma foi uma das maiores já feitas na América Latina e cumpriu seu objetivo político: atrair o apoio camponês para o governo e canalizá-lo em sindicatos controlados e geridos pelo Estado e, em seguida, pelo partido dominante. &lt;br /&gt;Assim, Cárdenas lançou as bases para o aparecimento do PRI, em 1946, como uma agremiação política que detinha o controle e apoio dos sindicatos rurais (e mais tarde dos urbanos), vencendo com facilidade as eleições. Conforme dizem alguns autores, o PRI tornou-se um "partido corporatizado". &lt;br /&gt;Mas Cárdenas não parou por aí. Disposto a transformar os trabalhadores em uma massa ativa, que colaborasse com o Estado em seu processo de modernização, o presidente modernizou as leis operárias e determinou seu cumprimento, apesar das críticas da burguesia industrial. Além disso, definindo os operários como parte fundamental da sociedade mexicana, decretou constitucional o direito às greves. Para completar seu processo de modernização do México, Cárdenas, em 1938, dois anos antes do final de seu mandato, nacionalizou os poços de petróleo, então pertencentes a empresas norte-americanas, sob pagamento de indenizações. Em seguida, fundou a Pemex, empresa estatal destinada à exploração e comercialização do óleo. Este foi o principal investimento estatal na indústria do país. Nos outros setores, como bens de consumo e maquinaria leve, o capital estrangeiro dominou. &lt;br /&gt;O governo de Cárdenas procurou inserir o México numa nova ordem social e econômica, ao mesmo tempo que buscou a normalização dos anseios da população (especialmente a rural) para promover o desenvolvimento e a consolidação do poder nas mãos da burguesia. Tanto é verdade que, apesar das críticas sofridas por conceder muitos direitos aos trabalhadores, foi durante seu governo que a indústria mexicana conheceu seu primeiro grande impulso rumo ao crescimento. Embora, como um bom líder populista, criticasse o capital estrangeiro e a exploração que ele acarretava, Cárdenas incentivou sua participação em setores importantes da economia. Além disso, como Perón, atrelou os trabalhadores ao Estado, centralizando o poder e as classes sociais nesta instituição maior. Mas sua grande realização foi no campo. Concedendo terras aos camponeses, numa ampla reforma agrária, Cárdenas atendeu os anseios de propriedade que ecoavam desde a Revolução Mexicana, em 1910-20, ao mesmo tempo que não mexeu nos latifúndios que formavam a base da agricultura do país. Em levantamento feito no final de seu governo, em 1940, 300 propriedades controlavam 30 milhões de hectares de terras, o que mostra que a reforma não foi completa, e parte do campesinato mexicano seguiu em seu estado de pobreza. Mesmo sem alterar as estruturas básicas da sociedade, concentrando o poder no PRI e definindo a dominação burguesa, Cárdenas passou à história como o primeiro líder do país a pensar e estimular a participação dos trabalhadores na economia nacional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Conclusão&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Em síntese, o período que se estende de 1945 a 1964 é tradicionalmente conhecido como o período do Populismo. Como já se observou, o populismo no Brasil teve como característica básica uma intensa manipulação de massas, num momento de transição entre a economia agro-exportadora e a economia mais moderna, que começa a se instalar após a crise de 1929. Lideranças mais ou menos carismáticas disputaram o poder junto a essa massa, ora fazendo concessões (as leis trabalhistas de Vargas são um bom exemplo), ora utilizando o povo como elemento de ataque às antigas oligarquias. &lt;br /&gt;Como se vê, a história da América Latina é diversa. Mas segue uma linha clara: a da opressão iniciada quando Colombo e suas naus pisaram nas terras do Caribe – opressão que dizimou as populações indígenas e instituiu o caráter econômico e exportador das sociedades latino-americanas, o qual elas ainda não perderam. Até hoje, as desigualdades sociais que se multiplicam nesses países, aliadas a movimentos de guerrilha civil, crises econômicas cíclicas e dependência dos mercados internacionais, caracterizam a formação social destas terras e são o grande desafio a ser enfrentado no século XXI: a proposta de romper com o desenvolvimento regulado ou a submissão extrema para se construir um crescimento autônomo e integrado entre todas as nações continentais – o mesmo sonho de Simón Bolívar, quando, há quase dois séculos atrás, iniciou os movimentos de libertação que resultaram nos atuais países que compõem a América Latina.&lt;br /&gt;A utopia revolucionária não morreu nas revoluções citadas ao longo deste texto: ela prossegue na luta dos zapatistas no México, apesar da violenta opressão do governo mexicano, e no retorno dos sandinistas ao poder na Nicarágua, conquistando as principais prefeituras do país nas recentes eleições. A história mostra que não há caminhos inalteráveis. Pelo contrário, a resistência contra as dificuldades e o desejo dos homens em mudar sua trajetória faz com que, pouco a pouco, o quadro social mude. O inferno econômico argentino, o aumento da pobreza no Brasil e a complicada conjuntura política peruana, entre outros fatos, apenas comprovam que o continente tem que refletir sobre o que está errado nesta trajetória.&lt;br /&gt;Discutir alguns desses tópicos foi o propósito deste texto: afinal, como dizia o historiador francês Lucién Goldmann, é olhando o passado que podemos melhorar o presente e o futuro.  No caso, o opressor passado latino-americano, marcado pelo imperialismo europeu e norte-americano e pela desigualdade social, pode servir como base para uma transformação generalizada no continente. A revolução virá da revolta das classes historicamente oprimidas. A América não se libertará de sua agonia por meio de heróis personalistas e demagógicos, mas sim com a mobilização das maiorias, incentivada pela discussão da realidade continental, poderá provocar tais mudanças há muito tentadas. O objetivo desta revista é fomentar tal discussão e refletir sobre esta terra que, como disse Eduardo Galeano, não nasceu amaldiçoada, e sim convertida à maldição. cabe a nós, latino-americanos, inverter o quadro.</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:livejournal.com:atom1:grrrlonfire:14291</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://grrrlonfire.livejournal.com/14291.html"/>
    <link rel="self" type="text/xml" href="http://grrrlonfire.livejournal.com/data/atom/?itemid=14291"/>
    <title>party</title>
    <published>2006-06-14T23:16:29Z</published>
    <updated>2006-06-14T23:16:29Z</updated>
    <lj:music>stones- rain fell down</lj:music>
    <content type="html">hoje tem festa&lt;br /&gt;to pronta esperando minha carona&lt;br /&gt;bodeia de ir&lt;br /&gt;meus olhos não querem ver aquelas pessoas idiotas&lt;br /&gt;nem sentir-se constrangida em prol de outras&lt;br /&gt;uma vida aqui&lt;br /&gt;seria melhor</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:livejournal.com:atom1:grrrlonfire:13902</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://grrrlonfire.livejournal.com/13902.html"/>
    <link rel="self" type="text/xml" href="http://grrrlonfire.livejournal.com/data/atom/?itemid=13902"/>
    <title>whatever</title>
    <published>2006-04-13T20:39:59Z</published>
    <updated>2006-04-13T20:39:59Z</updated>
    <lj:music>youth group - forever young</lj:music>
    <content type="html">no classes today. &lt;br /&gt;just thinking, reading, studing.&lt;br /&gt;my heart isn't good today, i don't know.&lt;br /&gt;i was in a peaceful day, talking to myself and doing my thing, when a good friend called me. the question came in: what are you gonna do today? nothing, i said. i lied about a dinner and study night. just because i panic and i didn't know how to say that i needed to be alone today without she thinking strange and awful thing about me.&lt;br /&gt;it's almost dinner time. i'm not feelig so welll as i was some hours ago, but i can do a better face just eating a good food, hading a good talk and reading a good book. at home, as i always do.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;holiday oh yeah.</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:livejournal.com:atom1:grrrlonfire:13720</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://grrrlonfire.livejournal.com/13720.html"/>
    <link rel="self" type="text/xml" href="http://grrrlonfire.livejournal.com/data/atom/?itemid=13720"/>
    <title>grrrlonfire @ 2006-03-20T18:09:00</title>
    <published>2006-03-20T21:09:25Z</published>
    <updated>2006-03-20T21:09:25Z</updated>
    <content type="html">odeio deixar você triste.</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:livejournal.com:atom1:grrrlonfire:13506</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://grrrlonfire.livejournal.com/13506.html"/>
    <link rel="self" type="text/xml" href="http://grrrlonfire.livejournal.com/data/atom/?itemid=13506"/>
    <title>grrrlonfire @ 2006-03-19T20:30:00</title>
    <published>2006-03-19T23:30:07Z</published>
    <updated>2006-03-19T23:30:07Z</updated>
    <content type="html">if you live&lt;br /&gt;don't live now</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:livejournal.com:atom1:grrrlonfire:13118</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://grrrlonfire.livejournal.com/13118.html"/>
    <link rel="self" type="text/xml" href="http://grrrlonfire.livejournal.com/data/atom/?itemid=13118"/>
    <title>todo carnaval tem seu fim</title>
    <published>2006-03-05T22:59:21Z</published>
    <updated>2006-03-05T23:00:32Z</updated>
    <lj:music>the kills - love is a deserter</lj:music>
    <content type="html">no more holidays&lt;br /&gt;no more sun&lt;br /&gt;no more beer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vende-se felicidade. aqui tem bastante :)&lt;br /&gt;planos e mais planos. esse ano, poucous meses e já se foram realizados alguns. estou orgulhosa do meu empenho e rezo pra que continue assim.&lt;br /&gt;corpo e mente estão salvos e com bons futuros.&lt;br /&gt;coração está vazio. as always. e eu me importo. so bad. mas é logo esquecer que algo surge. emerge emerge e emerge.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BABY, DID YOU FORGET TO TAKE YOUR MEDS?</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:livejournal.com:atom1:grrrlonfire:12865</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://grrrlonfire.livejournal.com/12865.html"/>
    <link rel="self" type="text/xml" href="http://grrrlonfire.livejournal.com/data/atom/?itemid=12865"/>
    <title>tic tic</title>
    <published>2006-01-03T22:59:08Z</published>
    <updated>2006-01-03T22:59:08Z</updated>
    <lj:music>metric - combat baby</lj:music>
    <content type="html">vou viajar esta quinta. terei exatas 8 horas de yoga mental dentro do avião até sua aterrizagem. eu sempre torço para que passe um filme aproveitável, do contrário, me perco no tempo e contorço meus músculos até conseguir pregar os olhos. mas dessa vez creio que tenho planos para por em prática. uma necessidade da tal pessoa aquariana aqui: pensar. criarei a partir de idéias convincentes o sucesso das resoluções para essas férias. tais como o design do novíssimo e profissional blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;esqueci de comentar: estou feliz com meus planos para este ano. nunca acreditei muito em horóscopo, mas como dizia na revista "suas perspectivas levarão a brilhantes planos de sucesso. apenas um detalhe: mantenha-os em silência". então...SHIU!</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:livejournal.com:atom1:grrrlonfire:12745</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://grrrlonfire.livejournal.com/12745.html"/>
    <link rel="self" type="text/xml" href="http://grrrlonfire.livejournal.com/data/atom/?itemid=12745"/>
    <title>vacation mode on</title>
    <published>2005-12-22T19:53:06Z</published>
    <updated>2005-12-22T19:53:06Z</updated>
    <lj:music>track them down - something that i want</lj:music>
    <content type="html">not happy AT ALL!</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:livejournal.com:atom1:grrrlonfire:12477</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://grrrlonfire.livejournal.com/12477.html"/>
    <link rel="self" type="text/xml" href="http://grrrlonfire.livejournal.com/data/atom/?itemid=12477"/>
    <title>sunday morning</title>
    <published>2005-12-19T00:12:15Z</published>
    <updated>2005-12-19T00:12:15Z</updated>
    <lj:music>stephen malkmus - jenny and the ess dog</lj:music>
    <content type="html">está chovendo lá fora. caso dure a semana toda, papai noel terá que vir de barco. &lt;br /&gt;meus dedos cheiram o tabaco da madrugada de ontem. agitada, diria eu. &lt;br /&gt;o chão era turvo como a enorme quantidade de álcool que se encontrava no meu fígado ultraflexivel.&lt;br /&gt;meus hormônios do amor, em erupção, geminavam pelo meu próprio corpo, na falta de um par.&lt;br /&gt;era eu e bowie na pista.&lt;br /&gt;apenas nós dois.</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:livejournal.com:atom1:grrrlonfire:12037</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://grrrlonfire.livejournal.com/12037.html"/>
    <link rel="self" type="text/xml" href="http://grrrlonfire.livejournal.com/data/atom/?itemid=12037"/>
    <title>alone</title>
    <published>2005-12-01T02:42:26Z</published>
    <updated>2005-12-01T02:42:26Z</updated>
    <content type="html">eu sobrei.&lt;br /&gt;e não, pela primeira vez, não há um plano B.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;it's just me now.</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:livejournal.com:atom1:grrrlonfire:11896</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://grrrlonfire.livejournal.com/11896.html"/>
    <link rel="self" type="text/xml" href="http://grrrlonfire.livejournal.com/data/atom/?itemid=11896"/>
    <title>egoísta</title>
    <published>2005-11-03T21:38:33Z</published>
    <updated>2005-11-03T21:38:33Z</updated>
    <lj:music>bloc party - storm &amp; stress</lj:music>
    <content type="html">e de novo aconteceu aquele indesejável porém tão previsível episódio. conheci aquilo que desejava. e, instanteneamente, parei de desejar. perdeu-se a graça. e me odeio por ser tão superficial. só preciso achar aquilo que se torne desejável e imprevisível mesmo depois de constante. e o dia em que isso acontecer eu posso morrer. (Y)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;todos me abandonaram. foi porque os abandonei. meu mundo é mais precisoso que qualquer outro.</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:livejournal.com:atom1:grrrlonfire:11569</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://grrrlonfire.livejournal.com/11569.html"/>
    <link rel="self" type="text/xml" href="http://grrrlonfire.livejournal.com/data/atom/?itemid=11569"/>
    <title>to be lost in the forest</title>
    <published>2005-10-26T23:04:56Z</published>
    <updated>2005-10-26T23:04:56Z</updated>
    <lj:music>incubus - drive</lj:music>
    <content type="html">me sinto afogada.</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:livejournal.com:atom1:grrrlonfire:11376</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://grrrlonfire.livejournal.com/11376.html"/>
    <link rel="self" type="text/xml" href="http://grrrlonfire.livejournal.com/data/atom/?itemid=11376"/>
    <title>i do</title>
    <published>2005-10-24T22:57:04Z</published>
    <updated>2005-10-24T22:57:04Z</updated>
    <lj:music>placebo - teenage agnst</lj:music>
    <content type="html">quando estou perto de fazer dar certo, eu desisto dizendo que não era o que eu realmente queria.&lt;br /&gt;"você vai se arrepender". e não é que estava certo?&lt;br /&gt;me arrependo, com medo de que tenho estragado um chance única.&lt;br /&gt;mas olho pra trás e vejo que teve um começo que não procura determinando fim.&lt;br /&gt;olho pra frente e vejo futuro. eu quero esse futuro. mais do que tudo.&lt;br /&gt;então volto-me a seguir o belo caminho, tentando fazer certo dessa vez.&lt;br /&gt;mesmo que o tempo não tenha sido benéfico, e por tanta adiação, levo-me ao esquecimento.</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:livejournal.com:atom1:grrrlonfire:11239</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://grrrlonfire.livejournal.com/11239.html"/>
    <link rel="self" type="text/xml" href="http://grrrlonfire.livejournal.com/data/atom/?itemid=11239"/>
    <title>puf</title>
    <published>2005-09-10T00:44:53Z</published>
    <updated>2005-09-10T00:44:53Z</updated>
    <lj:music>strokes - barely legal</lj:music>
    <content type="html">don't have nothing to do.&lt;br /&gt;just trying to make my day better.&lt;br /&gt;or my future a little bit more productive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;needed a person.&lt;br /&gt;needed some money.&lt;br /&gt;needed a better mind.</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:livejournal.com:atom1:grrrlonfire:10969</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://grrrlonfire.livejournal.com/10969.html"/>
    <link rel="self" type="text/xml" href="http://grrrlonfire.livejournal.com/data/atom/?itemid=10969"/>
    <title>\o/</title>
    <published>2005-08-20T16:17:36Z</published>
    <updated>2005-08-20T16:17:36Z</updated>
    <lj:music>nin - the collector</lj:music>
    <content type="html">NINE INCH NAILS NO BRASIL PORRA!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;=D</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:livejournal.com:atom1:grrrlonfire:10635</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://grrrlonfire.livejournal.com/10635.html"/>
    <link rel="self" type="text/xml" href="http://grrrlonfire.livejournal.com/data/atom/?itemid=10635"/>
    <title>eu sou uma mentira</title>
    <published>2005-08-13T18:44:47Z</published>
    <updated>2005-08-13T18:56:10Z</updated>
    <lj:music>bloc party - tulips</lj:music>
    <content type="html">we are nothing but lost</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:livejournal.com:atom1:grrrlonfire:10373</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://grrrlonfire.livejournal.com/10373.html"/>
    <link rel="self" type="text/xml" href="http://grrrlonfire.livejournal.com/data/atom/?itemid=10373"/>
    <title>o.O</title>
    <published>2005-07-30T16:12:03Z</published>
    <updated>2005-07-30T16:14:06Z</updated>
    <lj:music>the kills - the good ones</lj:music>
    <content type="html">&lt;b&gt;1 - Que horas são? &lt;/b&gt; 13:03&lt;br /&gt;&lt;b&gt;2 - Nome? &lt;/b&gt; Samanta&lt;br /&gt;&lt;b&gt;3 - Quantidade de velas no teu último bolo de aniversário? &lt;/b&gt; uma&lt;br /&gt;&lt;b&gt;4 - Qual é seu signo? &lt;/b&gt; aquário&lt;br /&gt;&lt;b&gt;5 - Furos nas orelhas? &lt;/b&gt; dois em cada lado, mas os da frente tem alargador&lt;br /&gt;&lt;b&gt;6 - Tatuagens? &lt;/b&gt; a caminho&lt;br /&gt;&lt;b&gt;7 - Piercings? &lt;/b&gt; transversal e septo&lt;br /&gt;&lt;b&gt;8 - Já foi a África? &lt;/b&gt; ainda irei&lt;br /&gt;&lt;b&gt;9 - Melhor viagem que já fez? &lt;/b&gt; NY/Orlando&lt;br /&gt;&lt;b&gt;10 - Já ficou bêbado? &lt;/b&gt; yeah &lt;br /&gt;&lt;b&gt;11 - Já chorou por amor? &lt;/b&gt; quem nunca chorou?&lt;br /&gt;&lt;b&gt;12 - Já sofreu algum acidente de carro? &lt;/b&gt; de bugue hahuah&lt;br /&gt;&lt;b&gt;13 - Peixe ou carne vermelha? &lt;/b&gt; carne&lt;br /&gt;&lt;b&gt;14 - Restaurante preferido? &lt;/b&gt; outback&lt;br /&gt;&lt;b&gt;15 - Praia ou campo? &lt;/b&gt; praia&lt;br /&gt;&lt;b&gt;16 - Cerveja ou champagne? &lt;/b&gt; os 2&lt;br /&gt;&lt;b&gt;17 - Café ou chá? &lt;/b&gt; chá mate&lt;br /&gt;&lt;b&gt;18 - O copo metade cheio ou metade vazio? &lt;/b&gt; metade cheio&lt;br /&gt;&lt;b&gt;19 - Lençóis de cama lisos ou estampado? &lt;/b&gt; lisos&lt;br /&gt;&lt;b&gt;20 - Cor das meias? &lt;/b&gt; listradas&lt;br /&gt;&lt;b&gt;21 - Programa de televisão? &lt;/b&gt; the oc&lt;br /&gt;&lt;b&gt;22 - Onde você gosta de dar beijos? &lt;/b&gt; pescoço&lt;br /&gt;&lt;b&gt;23 - Está ouvindo alguma música agora? &lt;/b&gt; the kills&lt;br /&gt;&lt;b&gt;24 - Flor(es)? &lt;/b&gt; lírios&lt;br /&gt;&lt;b&gt;25 - Coca-Cola ou Guaraná? &lt;/b&gt; coca&lt;br /&gt;&lt;b&gt;26 - Tom ou Jerry? &lt;/b&gt; sempre torço pro jerry&lt;br /&gt;&lt;b&gt;27 - Disney ou Warner Bros? &lt;/b&gt; disney&lt;br /&gt;&lt;b&gt;28 - Quando foi a tua última visita ao hospital? &lt;/b&gt; mt tempo &lt;br /&gt;&lt;b&gt;29 - Como se chama seu bichinho de estimação? &lt;/b&gt; judy&lt;br /&gt;&lt;b&gt;30 - Como você se vê daqui a 10 anos? &lt;/b&gt; prefiro naum ver&lt;br /&gt;&lt;b&gt;31 - De quem recebeu este e-mail? &lt;/b&gt; roubei d algum lugar&lt;br /&gt;&lt;b&gt;32 - Hora de dormir? &lt;/b&gt; tarde&lt;br /&gt;&lt;b&gt;33 - Quem vai responder esse e-mail mais rápido?&lt;/b&gt; naum vou mandar por email&lt;br /&gt;&lt;b&gt;34 - Pior sentimento do mundo? &lt;/b&gt; angústia&lt;br /&gt;&lt;b&gt;35 - Melhor sentimento do mundo? &lt;/b&gt; felicidade&lt;br /&gt;&lt;b&gt;36 - O primeiro pensamento que você tem ao acordar? &lt;/b&gt; escola naaaaaaum&lt;br /&gt;&lt;b&gt;37 - Se eu pudesse ser outra pessoa, quem seria? &lt;/b&gt; brody dalle&lt;br /&gt;&lt;b&gt;38 - O que você tem debaixo da cama? &lt;/b&gt; gavetas&lt;br /&gt;&lt;b&gt;39 - Qual é o carro dos teus sonhos? &lt;/b&gt; naum ligo para carros&lt;br /&gt;&lt;b&gt;40 - O que vc diria a alguém mas não tem coragem? &lt;/b&gt; acredite em voce&lt;br /&gt;&lt;b&gt;41 - Vc está apaixonado? &lt;/b&gt; sempre&lt;br /&gt;&lt;b&gt;42 - Data do teu nascimento? &lt;/b&gt; 28/01/89&lt;br /&gt;&lt;b&gt;43 - A que horas voce nasceu? &lt;/b&gt; meio-dia</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:livejournal.com:atom1:grrrlonfire:10085</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://grrrlonfire.livejournal.com/10085.html"/>
    <link rel="self" type="text/xml" href="http://grrrlonfire.livejournal.com/data/atom/?itemid=10085"/>
    <title>ausentei-me até a volta da viagem</title>
    <published>2005-07-23T20:21:36Z</published>
    <updated>2005-07-23T20:21:36Z</updated>
    <content type="html">you want the perfect drug.</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:livejournal.com:atom1:grrrlonfire:9814</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://grrrlonfire.livejournal.com/9814.html"/>
    <link rel="self" type="text/xml" href="http://grrrlonfire.livejournal.com/data/atom/?itemid=9814"/>
    <title>ela e o bar</title>
    <published>2005-07-18T18:45:07Z</published>
    <updated>2005-07-18T18:45:07Z</updated>
    <lj:music>ben kweller - family tree</lj:music>
    <content type="html">Ela andava na beleza como a noite, naquela rua vazia e fria, quebrando os ventos com suas roupas de couro, ilumidada por sua pele branca. Estava em direção a um pequeno bar. Pornográfica e trágica em preto e branco, abriu a porta num só empurrão. Hipnotizou o silêncio com seus poderes, e um único homem encontrava-se lá, atrás do balcão. Sem o desvio do olhar, seguiu para a porta de fundos, um banheiro. &lt;br /&gt;O espelho refletia um rosto pálido, machucado. Era evidente o cansaço. Suas pupílas entregavam a euforia. Fez uma conchinha com as mãos e jogava água no rosto enquanto tentava acordar de sonhos ruins. &lt;br /&gt;A luz do banheiro piscou, instável. Ela admirava o espelho num mundo de ilusão. A sua face transformava-se em uma criança indefesa e feliz. E ela riu. Um sorriso frio, infeliz. Bateu a porta e caminhou até a saída. Juntou os pés a beira da calçada, como se esperasse por algo. Olhava para rua, dissimulada. Virou o corpo bruscamente para trás e pô-se frente ao balcão do bar, esperando pelo homem.&lt;br /&gt;- Você tem um cigarro? perguntou afobada.&lt;br /&gt;O velho tinha mais cabelos do que ela. Eram brancos gelo, como sua barba. Sem dar uma resposta, abaixou-se com tamanha dificldade devido a barriga que sustentava. Colocou em cima do balcão um maço quase vazio. &lt;br /&gt;Ela o encarou por um instante, percebendo o suor em sua camisa e os traços cansados em seu rosto. Ele não parecia nem um pouco paciente. Logo, ela puxou o último cigarro e apertou-o entre os lábios. Sorriu em agradecimento.&lt;br /&gt;Passou as mãos pela calça e pelo casaco, apalpando cada bolso, nervosa, sem vitória.&lt;br /&gt;- Tem fogo? &lt;br /&gt;O homem puxou do bolso traseiro um esqueiro de prata. Ela jogou o corpo com força para frente, debruçando-se pelo balcão. Seu colar caiu dentro da camisa pouco abotoada por entre seus seios à mostra. O velho contentantando-se, arregaçou os olhos para seu corpo, comendo-a por inteiro. Estendeu o isqueiro até o beiço que comprimia o cigarro. Acendeu-o.&lt;br /&gt;Ela o tragou profundamente. Esperou, encarando o velho. E num só sopro, deliciou-se com o intenso câncer, cobrindo o rosto admirado do homem com fumaça. E saiu.</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:livejournal.com:atom1:grrrlonfire:9548</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://grrrlonfire.livejournal.com/9548.html"/>
    <link rel="self" type="text/xml" href="http://grrrlonfire.livejournal.com/data/atom/?itemid=9548"/>
    <title>say hello to the bad day</title>
    <published>2005-07-14T17:22:15Z</published>
    <updated>2005-07-14T17:22:15Z</updated>
    <lj:music>blur - end of a century</lj:music>
    <content type="html">eu preciso de idéias boas e decisões fixas.</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:livejournal.com:atom1:grrrlonfire:9397</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://grrrlonfire.livejournal.com/9397.html"/>
    <link rel="self" type="text/xml" href="http://grrrlonfire.livejournal.com/data/atom/?itemid=9397"/>
    <title>it's just life</title>
    <published>2005-07-10T21:33:59Z</published>
    <updated>2005-07-11T02:32:24Z</updated>
    <lj:music>cat power - speak for me</lj:music>
    <content type="html">você levanta cedo, sai com a família e passa o dia todo em um mundo paralelo de crises. anseia pela noite. verá os amigos, verá novos, verá inimigos, verá desconhecidos. você dança, pula, canta. bebe, fuma e o caralho a 4. chega em casa totalmente caindo, de feliz. noutro dia, sua junkie face no espelho reflete a felicidade artificial. it's life baby, você diz.</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:livejournal.com:atom1:grrrlonfire:8995</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://grrrlonfire.livejournal.com/8995.html"/>
    <link rel="self" type="text/xml" href="http://grrrlonfire.livejournal.com/data/atom/?itemid=8995"/>
    <title>cocaine soul</title>
    <published>2005-07-07T03:15:44Z</published>
    <updated>2005-07-07T03:15:44Z</updated>
    <lj:music>razorlight - dalston</lj:music>
    <content type="html">a felicidade não existe, imbecil.</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:livejournal.com:atom1:grrrlonfire:8940</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://grrrlonfire.livejournal.com/8940.html"/>
    <link rel="self" type="text/xml" href="http://grrrlonfire.livejournal.com/data/atom/?itemid=8940"/>
    <title>what is perfect?</title>
    <published>2005-07-04T21:02:24Z</published>
    <updated>2005-07-04T21:07:59Z</updated>
    <lj:music>massive attack - small time short away</lj:music>
    <content type="html">belo.&lt;br /&gt;como é para outros também.&lt;br /&gt;mas não deixa de ser especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tão demente. tão sincero. tão improvável. tão impossível. &lt;br /&gt;so perfect.</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:livejournal.com:atom1:grrrlonfire:8493</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://grrrlonfire.livejournal.com/8493.html"/>
    <link rel="self" type="text/xml" href="http://grrrlonfire.livejournal.com/data/atom/?itemid=8493"/>
    <title>robot</title>
    <published>2005-07-03T20:27:08Z</published>
    <updated>2005-07-03T20:27:08Z</updated>
    <lj:music>hats - little rocker</lj:music>
    <content type="html">it's so cold in this place.&lt;br /&gt;it's so cold in my mind.&lt;br /&gt;it's so cold in my heart.&lt;br /&gt;it's so cold in my body.&lt;br /&gt;it's so cold in my words.&lt;br /&gt;it's so cold on you.</content>
  </entry>
</feed>
